Seu comportamento profissional tem facilitado a sua ascensão?

Quem já acompanha o meu trabalho, sabe que o meu estilo de explanar e dissertar sobre os assuntos que abordo, foge da metodologia acadêmica, como também, da abordagem mais técnica e rebuscada dos dicionários.

Prefiro fazer uma tradução dessas formas de expressão para uma linguagem não tão simplista, porém, inclusiva no sentido de se fazer entender aos mais leigos sobre os assuntos abordados aqui. Como especialista na área do comportamento humano, sinto-me muito a vontade para transpor as ideias sobre o comportamento organizacional, conforme a proposta desse trabalho que escolhi: a arte de explicar sem complicar ao simplificar. Perdoem-me a rima.

Então, vamos lá!
Hoje, em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e dinâmico, a atualização técnica pertinente a cada profissão continua sendo um diferencial, ainda que não o suficiente para garantir um posicionamento efetivo entre os pares em uma organização ou no próprio mercado.

Isso ocorre porque o conhecimento técnico pode ser desenvolvido e aprimorado, os cursos superiores oferecem grande oferta de novos profissionais ao mercado de trabalho todos os semestres, planos de capacitação e gestão do conhecimento garantem um equilíbrio nessa área, enfim, algo que pode ser substituído ou aprimorado sem um grau de dificuldade tão grande.

Portanto, o conhecimento técnico é fundamental para que a pessoa abra portas no mercado de trabalho, seja um iniciante, seja alguém em transição entre uma empresa e outra. No entanto, o que determina a permanência do profissional nessa empresa ou no mercado, é a soma desse conhecimento técnico ao seu comportamento. É aí que entra o comportamento organizacional.

Comportamento Organizacional
Por que será que profissionais, com grande qualificação específica, não conseguem manter suas posições? A resposta, na maioria esmagadora das vezes, está no seu comportamento organizacional. O comportamento organizacional engloba a capacidade do indivíduo em se adaptar ao ambiente em que está inserido em uma organização, gerando os resultados que dele se esperam, através da pró-atividade, comunicação efetiva, liderança, compromisso, relacionamentos, enfim, algo que vai além da formação específica, algo que vem do inconsciente e que exige um maior desafio para se aprimorar. Para se ter um comportamento organizacional condizente com os anseios de uma organização, é necessário desenvolver três capacidades fundamentais: o autoconhecimento, o conhecimento de como se relacionar com pessoas e uma visão sistêmica da organização e sua importância nesse sistema. Abaixo proponho uma análise desses três tópicos:

1 – AUTOCONHECIMENTO
O autoconhecimento é fundamental para o desenvolvimento de um comportamento organizacional equilibrado com as exigências do mercado de trabalho atual. Não é incomum, ver pessoas tão capacitadas sendo demitidas por atitudes inconvenientes, muitas vezes agressivas, sem compromisso com a equipe, enfim, algo inaceitável pelas organizações nos dias atuais. O que leva essas pessoas a repetirem comportamentos inaceitáveis, mesmo sabendo que os mesmos trarão grandes prejuízos para suas carreiras e vidas ? A resposta para isso está na mente inconsciente de cada um. São padrões de comportamentos que, como programas de computadores, estão enraizados de tal forma, que a pessoa não consegue controlá-los. Conscientemente, a pessoa sabe que não deve fazer algo, soltar aquela piadinha naquele momento, mas algo lá no inconsciente dispara o comportamento e quando ela tenta frear, já foi, o estrago está feito. Quem comanda o nosso comportamento é a nossa mente inconsciente, a parte da mente que desconhecemos e que, portanto, praticamente não temos defesa contra ela. A solução para isso, levando-se em conta que um determinado comportamento seja algo prejudicial em uma pessoa, é buscar o autoconhecimento através de cursos vivenciais, terapias e leituras que promovam esse aprimoramento na vida e que refletirá no comportamento organizacional de cada um.

2 – CONHECER SOBRE PESSOAS
Eu digo que a melhor forma de entender o ser humano, uma vez que se tenha o autoconhecimento desenvolvido, é através da empatia. Porém, não há como conhecer as outras pessoas se não busco entender nem a mim mesmo. Uma vez que a pessoa entenda suas reações, motivações e comportamentos, colocar-se no lugar do outro se torna uma tarefa mais fácil. Quem domina o mundo e o mercado de trabalho, são aqueles que dominam a arte de se relacionar bem com pessoas. Chefes, colegas de trabalho, liderados, clientes, entre outros, são as pessoas que determinarão, depois de você, seus resultados. Máquinas e sistemas de gestão são previsíveis, pessoas não. A compreensão sobre pessoas minimiza os efeitos da imprevisibilidade. Para conhecê-las é necessário, antes, conhecer a si mesmo.

3 – VISÃO SISTÊMICA
Partindo do pressuposto de que você já tenha desenvolvido uma boa condição de autoconhecimento e transformado isso em relações harmoniosas no ambiente de trabalho, resta para o desenvolvimento de um comportamento organizacional desejável, o entendimento dos valores da organização da qual você faz parte e a sua importância nesse contexto. Esse conhecimento oferece ferramentas fundamentais para que você agregue valor a si, como profissional, satisfazendo com excelência os anseios da organização, criando créditos para sua carreira e abrindo portas para sua ascensão.

LEMBRE-SE
Compreender-se, relacionar-se, algo que engloba liderança, companheirismo, empatia, compromisso, etc. e entender sua organização são fatores que o tornarão muito valorizado onde estiver. O foco para o seu desenvolvimento deve estar no que você tem de melhor, e isso, reside no seu interior.

No seu interior estão suas preferências e identidade e, portanto, as respostas do que você gosta e deseja conquistar. Isso gerará a sua motivação, algo que dará motivo às suas ações, onde quer que você esteja. Motivado e feliz, você fará sempre o melhor, porque quando fazemos algo de que gostamos, nos empenhamos mais. Esse empenho e prazer em desenvolver seu ofício, o levarão ao patamar da excelência e poucos estão nessa condição.

Seguindo a lei da oferta e da procura, seu valor sobe e isso se refletirá nos seus rendimentos, somando ao prazer em fazer o que se faz, uma remuneração que permita uma peculiar qualidade de vida. Mas para isso, primeiro é bom lembrar-se do famoso conselho de Sócrates, na Grécia antiga: “conheça-te a ti mesmo”. Depois, amplie esses conhecimentos às pessoas e aos valores da organização da qual você faz parte e, provavelmente, haverá muitos motivos para celebrar.

2 replies added

  1. Marco Antonio 14 de abril de 2017 Responder

    Olá Luciano! Sensacional e que aula de comportamento organizacional você sabe que estou em busca de conhecimento e hoje através deste artigo pude perceber de forma simples porém muito objetiva, que o desenvolvimento está intimamente ligado ao seu auto conhecimento, entendendo claramente como as pessoas funcionam e aí aumenta o seu poder de persuasão sobre elas e pra fechar com sucesso ter visão sistêmica da organização e o mercado que você atua. Luciano quero expressar a minha gratidão pelo conhecimento que tenho recebido. Um forte abraço até a próxima

    • admin 22 de abril de 2017 Responder

      Caro Marco Antonio, primeiramente, gratidão por seu comentário. O grande trunfo profissional está ligado aos requisitos básicos da estrutura do ser que faz acontecer: Autoconhecimento e Inteligência Emocional. Não por acaso, o guru Peter Drucker já alertava para a importância da observância da condição comportamental para o desenvolvimento sólido de qualquer carreira, deixando a Inteligência Técnica e Intelectual em segundo plano. Deixo claro que um não elimina o outro, mas se complementam. No entanto, a Inteligência Emocional favorece o desenvolvimento das outras inteligências, sendo que o caminho inverso não ocorre necessariamente. Gratidão e Forte Abraço. Luciano Campos.

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